Pertencer no mundo: acolhimento psicológico para pessoas migrantes
- Bruna Souza
- 29 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Migrar é mais do que mudar de país, de cidade ou de idioma. É atravessar fronteiras externas e internas, deixando para trás referências, afetos, sabores, sons — e, ao mesmo tempo, precisar (re)construir um novo jeito de viver, de se reconhecer e de pertencer.
Atendo pessoas que estão vivendo processos de migração — seja como migrantes internas, imigrantes ou expatriadas. Esses movimentos carregam em si muitas potências, mas também muitas dores: o luto por tudo o que ficou, a solidão, a sensação de não se encaixar, a insegurança diante do novo, os desafios da língua, do racismo, da xenofobia ou da invisibilidade.
Na abordagem fenomenológico-existencial, compreendemos que a existência é profundamente marcada pelo contexto em que ela se dá. Ou seja: não é possível falar de sofrimento emocional sem considerar as condições sociais, culturais e afetivas que moldam a vida de cada pessoa. Por isso, meu trabalho parte do reconhecimento de que migrar é um processo subjetivo e coletivo ao mesmo tempo. E que cada história tem o seu próprio ritmo, seu tempo e seus significados.
A psicologia social, que também sustenta minha prática, me ajuda a olhar com sensibilidade para as desigualdades, os atravessamentos políticos e as dinâmicas de exclusão que muitas vezes impactam a saúde mental de quem migra. Não basta apenas se adaptar — é preciso poder existir com dignidade e sentido no novo lugar.
Na terapia, construímos um espaço para que você possa:
Elaborar a experiência da migração de forma segura e acolhedora;
Cuidar do sofrimento psíquico ligado ao deslocamento, à saudade, à perda ou ao recomeço;
Fortalecer sua identidade em meio a tantas transformações;
Reencontrar sua voz, sua história e suas escolhas — mesmo em meio ao desconhecido.
Se você está vivendo fora do seu país ou longe das suas referências, fico à disposição para construir esse espaço de cuidado junto com você.


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